terça-feira, 2 de março de 2010

CEARÁ

ae gente, n sei se alg ainda acompanha ess blog aki,

mas tem um site dahora q fala d ceará, fala um mont d coisa so folclore d lá e tals, qm kiseh da uma olhada ta aki

http://www.topgyn.com.br/conso01/ceara/conso01a08.php

falo 

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Receita - Brigadeiro de casca de banana

Ingredientes:

Casca de Bananas em tiras - 3 unidades
Água - o suficiente
Açúcar - 1 xícara de chá
Margarina - 2 colheres de sopa
Farinha de trigo- 4 colheres de sopa
Leite morno - 1 xícara de chá
Leite em pó - 1 xícara de chá
Achocolatado - 2 colheres de sopa
Chocolate granulado - 1 xícara de chá


Modo de preparo:

Cozinhe as cascas de banana com o açúcar em uma panela até ficar pastoso. Retire essa pasta e bata em um liquidificador, até ficar cremoso. Depois, volte o creme à panela e acrescente os demais ingredientes - exceto o chocolate granulado - e mexa até desprender do fundo da panela.
Coloque em um prato e deixe esfriar. Faça bolinhas, passe-as no chocolate granulado e coloque-as em forminahs apropriadas.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Capitulo 30 - "É a vida"

O carro adentrou o recinto com toda a violência que um Gurgel poderia ter, ou seja, mal abriu as portas que estavam destrancadas. Três tiros bastaram para deitar três seguranças e colocar o resto para correr. Todos pularam assustados para fora da pista, mas no centro Isaac avistou um vestido vermelho. E Ivanovich estava lá abraçado com Cintia. Ambos olhavam assustados e sem reação para o recém aparecido Gurgel. Isaac não desacelerou. Pensou que Cintia iria sair da frente. Não saiu. Ele freou o carro e virou o volante para a direita desviando de Cintia. Quando o carro estava quase parando ele pulou do carro já sacando uma arma. E mirou em Ivanovich. Mas havia um problema, Ivanovich já estava apontado uma arma para Isaac. Ele rolou no chão e desviou do tiro que estava destinado a seu peito.

Guarneceu-se atrás de seu Gurgel e disparava em direção a seu adversário que revidava enquanto pegava uma arma de um segurança morto ao chão. Havia um espaço de mais ou menos cinco metros entre eles e Cintia ao meio tentando fugir dali, porém não conseguindo. Um jato vermelho ao ar. Sangue de Ivanovich, que fora atingido no ombro. Ele não deixou barato. Deixou de mirar em Isaac e mirou no tanque de gasolina do Gurgel. Foi necessário um único tiro. O carro explodiu jogando Isaac para o alto que caiu inerte ao fundo do salão. Parecia que estava tudo certo agora. Não, não estava. Duas colunas do prédio caíram com a explosão. Isso abalou a estrutura do prédio do qual parte do teto caiu. Uma viga caiu do teto e se fincou no abdômen de Cinti. Ivanovich se arrastou em direção a ela. Ele a segurou em seus braços e viu o vestido daquela garota que ele conhecera aquela noite ficar mais escarlate do que já se mostrava. Aquela cena, ela morrendo em seus braços, a dor lancinante em seu ombro que o fazia sentir vivo, mesmo com a morte iminente com a perda de sangue. Ele abraçava Cintia e a tristeza da morte o abraçava. Ela virou e disse a ele:

- Está tão frio aqui. Me segure querido, apenas por mais algum tempo.

E assim ele o fez. A abraçou com mais força enquanto sentia suas forças e a vida dela se esvaindo com o sangue que manchava o chão. O caos reinava lá fora e lá dentro. O fogo crepitando perto do Gurgel, o teto que ainda ruía. E eles não ouviam nada. Ele não sabia se as lagrimas que caiam de seus olhos eram de dor ou de tristeza. Com certeza era de ambos.

Quando o ultimo suspiro saiu do peito de Cintia, Ivanovich achou o amor que ele achou que não existia e que ele sabia que tinha acabado de perder.

Nem teve a reação de soltar o corpo dela. Desmaiou sem vida ainda abraçado com ela ao mesmo tempo que o teto terminava de desabar para que o fogo englobasse os destroços ainda aquela noite.

Capitulo 30 ' a noite de ano novo. ULTIMO

É, quem conta essa historia de ano novo, de longe, aqui da Espanha, sou eu. O morto, que não morreu. Eduardo.
Não me arrependo de ter fugido de tudo e omitido a verdade, era melhor ter morrido para todos, para que eu pudesse ver o quanto brigariam por meu dinheiro.
Como sobrevivi? Naquela noite de ano novo, eu estava confuso, nervoso. Não estava no clima de comemorar novos dias chegando. Mas é logico, que eu o grande empresário, Eduardo, tinha que expor um sorriso no rosto e fingir que estava contente ao menos na passagem do ano.
Antes disso precisava pensar, faltava pouco para a passagem de ano, eu então subi pra um quarto vazio da grande casa de Felipe. Enquanto subia a escada, sentia como se alguem estivesse me observando, achava que devia ser neura da minha cabeça, que se procupava demais em como resolver todos os problemas e declarar o meu amor por Carolina, sem ter que arranjar mais problemas com Isabel.
Eu abri a porta do quarto, que estava escuro. Me aproximei para acender a luz, mas desisti, os escuro me fazia refletir mais, então deitei na cama e fechei os olhos, acho que cochilei por alguns segundos, e com um calor enorme ao meu redor,eu acordei assustado imaginando já ter perdido a queima fogos.
Mas a hora que abri os olhos percebi que meu maior problema já não era ter perdido a festa toda. Eu por um momento senti medo de perder minha vida, mas respirei fundo, se é que eu conseguia respirar no meio de tanta fumaça. Sim ao meu redor tudo estava em chamas, um fogo intenso que me trasformaria em cinzas epoucos minutos, eu tentei abrir a porta, mas a maçaneta estava quente demais, eu então fui até a janela puxei a cortina. Quando me dirigi a porta novamente, senti meus pés pisando em algo. Era um corpo, já estava morto, era o mordomo, Alfred. A porta do closed estava aberta, o que demostrava que Afred passou os ultimos minutos de sua vida lá dentro, arrumando as coisas presentes.

Eu não tive tempo de sentir pena daquele pobre homem. Eu apenas o olhei, encarei o cadaver, me enrolei na cortina e sai pela porta. A unica coisa que queria era voltar para casa e dizer o quanto estava feliz em estar vivo, beijar Carolina e dizer que dali pra frente ficariamos juntos finalmente.
Eu realmente acreditava que o incendio havia sido sem querer, mas por sorte ou azar do meu destino, antes de aparecer e acalmar a todos avisando que estava bem, eu ouvi Ricardo comemorando minha morte, com outro socio. Era o fim.
Meu socio e melhor amigo, meu confidente, havia tentando me assassinar. Não havia motivos mas para eu poder confiar em alguem em minha vida, uma vez que a pessoa que eu mais depositei confiança, havia tentado simplesmente me matar.
Sim, eu estou vivo, e o corpo que até hoje foi julgado meu, era de Alfred.
Resolvi ir embora, e cuidar da minha filial aqui na Espanha, e ver de longe como cada tipo iria reagir. Eles ultrapassaram minhas expectativas, foram além do meu dinheiro e do orgulho deles próprios, mas já sabia que iria me decepcionar. Sinto apenas pena por Erick, que por tanto tempo foi julgado culpado por investigadores, sendo o mais inocente de todos, sendo vitimas de minhas chantagens por eu saber sua opção sexual. Esse foi um dos motivos da minha volta, me desculpar com Erick.
Não nego, que meu objetivo era ficar longe pra sempre, e ver quando minha herança fosse divulgada, e todos descubrissem que eu não havia deixado nada. Mas não se vive soltário nessa vida, eu voltei. Voltei para voltar a ser feliz, com a segurança, já que Ricardo está morto e viver um amor. Voltei por Carolina, voltei por mim e pelo filho que eu sentia que estava no ventre de Carol.
Eu voltei, com a recepção de todos os olhares daqueles que me rodiavam antes da minha suposta morte, toda a supresa daqueles que preferiam Eduardo morto. Com um abraço apertado de Seu Coutinho, um velho novo amigo. Um sorriso de Carolina e uma vida nova que eu iria reconstruir depois daquela noite de ano novo.

domingo, 29 de novembro de 2009

29° capitulo- noite de ano novo

Chuva, muita chuva, era só o que se via da grande janela da sacada da casa de seu Coutinho. Uma estranha sensação de que o clima lá fora acompanhava o de seus pensamentos, era perceptível. Seu Coutinho sentado em sua já tradicional cadeira, segurava a carta e olhava-a como se algo revelador estivesse para ser desvendado, porem algo ainda lhe tirava a calma mais do que essa carta. O sumiço de Alfred. Refletia sobre o ser humano e percebia o quão individualistas, frios e aproveitadores eram todos envolvidos nos acontecimentos. Alfred, apesar de não ser essencial na vida aquelas pessoas, era uma vida tão valiosa quanto à de Eduardo e ninguém sentira de fato sua ausência. Na realidade não se sabia realmente se aquele corpo carbonizado era realmente o de Eduardo, mas a vontade de todos de que ele morresse o assassinara.
- Como é possível? A que ponto chegamos... Uma vida, parece nada valer. De fato, a cada dia que passa e eu fico mais velho, mais percebo o quanto somos todos corrompíveis, cada um com seu preço... Cada um com sua ambição.
Coutinho levanta-se e vai em direção da janela e lá se debruça. Olha para chuva como se procurasse algo, alguma coisa que estivesse ali, escondido entre as gotas. Derrepente algo lhe chama a atenção, uma pessoa passa correndo na rua, enrolada em uma cortina. Nesse momento um forte trovão estoura ali muito perto, seu Coutionho se arrepia, seu pulso aumenta visivelmente. Ele olha para aquela pessoa fugindo da chuva, engole a saliva e vai rapidamente até a carta. Olha a carta durante longos segundos, novamente um trovão, dessa vez mais forte.
-Será?!...
Seu Coutinho abre desesperadamente a carta, hesita e depois segue a lê-la. Perplexidade, Coutinho tira sua antiga boina encosta-a no peito e diz a palavra que já lhe rondava a mente há algum tempo.
-Vivo!...

Capitulo 29 - "É a vida"

Após Isaac apanhar dos seguranças (não tanto quanto o ultimo capitulo diz, pois foi meio exagerado) Isaac fora jogado em qualquer canto ali perto. Não se atreveria a entrar na festa como já havia feito. Os seguranças voltaram logo para a festa para ficar de olho em Ivanovich novamente. Antes de qualquer coisa interromperam-no de novo enquanto a as coisas começavam a esquentar com a garota que estava com ele para que lhe dar uma arma para que ele pudesse se proteger caso eles estivessem longe.

Isaac, do lado de fora, estava acordando. Passaram mais ou menos quarenta minutos até que isso ocorresse após sua surra e perda de consciência. Levantava atordoado e dolorido. Ainda tentava lembrar o que acontecera e onde estava. Quando se situou e se lembrou ele levantou-se e foi até seu carro. Sua blusa estava toda ensangüentada. Entrara em seu carro e estava remoendo o ódio. Tanto pelo cara que estava agarrando Cintia lá dentro, tanto por ele ter diso espancando e nem ter conseguido fazer nada. Mas o maior ódio era pelo primeiro motivo. Não ligava muito de apanhar, vivia apanhando na escola. E ainda disseram que ele poderia ficar com seqüelas pela infância traumática, logo mostrava que todos estavam errados e que ele era uma pessoa normal.

Não sabia o que fazer, pois sabia que se entrasse lá novamente ele acabaria levando uma surra ou um tiro. Mas tinha que tirar Cintia de lá. E ter sua vingança contra aquele homem que lá estava e que mandara seus seguranças o espancar. Ligara seu carro e fora fazer uma visita a seu antigo colega de faculdade da antiga escola que morava ali perto. Meia hora depois estava de volta a porta da festa em seu Gurgel com alguns curativos para estancar o sangue. Tinha duas pistolas em seu cinto e uma em mãos. Fora os cartuchos espalhados por seus bolsos.

Ainda não sabia como entrar na festa. Queria entrar logo para pegar Ivanovich. Não queria ferir muitas pessoas. Mas uma ou outra acabaria sucumbindo em seu caminho, fazer o que.

A solução lhe veio facilmente. Usaria toda a robustez e força de seu gurgel feito em fibra de vidro e plástico (ao menos não enferrujava).

Foi até o final da rua, virou o carro e acelerou como um louco chegando ao máximo de velocidade de seu carro. Ia em direção a porta de entrada do salão. Seu motor quase explodia de tanta força que estava fazendo. Estava a 90 Km/h. Quase voava. O carro iria mais rápido se não estivesse com o tanque cheio. O combustível pesava mais que seu carro. Os funcionários na porta pularam gritando da frente do carro quando o avistaram vindo em sua direção. Agora era só entrar e achar Ivanovich e matá-lo, ou atropelando-o ou acertando um tiro direto em seu peito. E após isso era apenas pegar Cintia. Iria resgatar sua donzela da fortaleza do dragão.

sábado, 28 de novembro de 2009

Capítulo 28 - "É a vida"

Mesmo aquele grito dado por Issac ser ouvido por poucos alguns seguranças de Ivanovich ,que estavam atentos a tudo ao redor mesmo com aquela bagunça que havia se transformado a festa, perceberam a reação de Issac a quando ele estava pronto a correr na direção dos dois e bater em Ivanovich os seguranças conseguiram seguralo.Quando finalmente foi dominado pelos seguranças de Ivanovich levou uma coronhada na cabeça de um deles e foi levado para fora de festa por eles,como a festa estava uma verdadeira bagunça este tumulto não foi percebido por muitos e foi dechado de lado afinal aquela era a melhor festa que eles ja tinham ido.

Do lado de fora da festa *

Issac desacordado é arrastado por alguns metros até que ele acorda , meio confuso e com a vista embaçada ve três homens grandes tirando o terno ,não entende a cena mais quando ve um deles com um pedaço de pau na mão e o outro com um soco inglês compreende porque eles tinha tirado o terno era para bater nele .E o massacre começa ele apanha muito apanha em dobro por querer bater no Ivanovich e por não ser convidado da festa e estar la como penetra .
Quando eles param um pouco de bater em Issac perguntão para ele seu nome Issac quase inconciente abre sua boca toda ensanguentada e dis seu nome logo apos isso apaga completamente .

Enquanto isso na festa *

Ivanovich e Cíntia conpletamente tomados pelo momento vão para um cantinho mais tranquilo , a coisa começa a esquentar ,esquentar e esquentar quando Ivanovich estava com a mão dentro do lindo vestido vermelho e curto de Cintia chega um segurança e o chama para converçar .Ele vinge que não ouve e continua a fazer oque estava fazendo mais o segurança ensiste ate que ele muito irritado se levanta e vai conversar com ele .
-Qual é o seu problema ??Não viu oque eu estava vazendo ??-grita Ivanovich
-Me desculpe Sr.Ivanovich eu não o interromperia se não foce extremamente importante .
- Oque pode ser mais importante doque aquela linda mulher ??
- É que agora pouco um penetra ficou louco e queria agredir o senhor é um tal de Issac .
Na hora Ivanovich não entende pois ele não ve motivos para que Issac tenha tentado o agredir ,mas logo depois de pensar um pouco se lembrou doque ele havia falado para o falecido Oswaldo e chegou a conclusão que mesmo ele no trabalho sendo uma otima pessoa ele poderia ser perigoso.
Cintia ve que Ivanovich esta demorando muito e vai tentar escutar a conversa dele não por maldade mais por curiosidade , ela não escuta muito mais oque ela escuta é o suficiente para saber oque esta acontecendo e oque havia acontecido com Issac.

Caitulo 28- 'A noite de Ano Novo'

Coutinho já estava acostumado a fazer aquilo então não teve problemas ao entrar naquela sala onde todos os bandidos eram entrevistados:
-Muito bem Ricardo! Num tem mais o que fazer, conta tudo logo, pra num ti dar problema.
Porém Ricardo estava quieto, de cabeça baixa, respirando muito forte, parecia estar com raiva. Coutinho levantou-se da cadeira em que estava, aproximou-se ainda mais da mesa que o separava do assassino e esmurrou-a.Porém Ricardo nada fez, apenas disse:
-Se você sabe de tudo, velho, se vira. Não vou te contar nada, troxa.
Seu Coutinho parecia ter se tornado um demônio.Após ter escutado todas as palavras de Ricardo, pulou para cima do assassino e começou a socá-lo. Quando os outros policias entraram para
acalmá-lo Ricardo já estava desmaiado.
Na noite seguinte, Seu Coutinho estava em casa, pensando em como foi trágica a morte de Ricardo. Ninguém pensava na hipótese de que Ricardo iria morrer comendo um bolo envenenado, antes que ele pudesse dizer alguma coisa para a investigação.
O problema era, Ricardo estava morto, Seu Coutinho era o único que sabia a verdade, haviam advogados muito caros e bons agindo no caso e muita gente desacreditava na esperteza e sinceridade do velho policial.
Uma semana se passou desde da morte de Ricardo e Seu Coutinho parecia que tinha morrido para o mundo. Não se estressado mais com o barulho, não organizava mais sua casa, não tinha vontade de ler e escrever passava as noites em claro e tudo isso só por causa de uma coisa. Ele achava que tinha uma coisa errada e que ainda não tinha comprido seu papel nesta história toda. Porém ele não achava mais forçar para nada. O golpe que tomou dos policias da delegacia ao lhe dizerem que ele não prestava mais, tinha sido muito forte para uma recuperação.
Foi ai que o inesperado ocorreu. Seu Coutinho estava triste e melancólico em sua cadeira de balanço quando a campainha tocou. Resolveu atender, coisa que não tinha feito a semana inteira.Ao abrir a porta, tinha um carteira com um carta da mão,ele disse:
-Sedex 10, da Espanha, pro senhor, assina aqui pô favo.
"da Espanha?", Seu Coutinho se perguntou, "mas, eu num tenho nenhum amigo na Espanha" e ao abrir a carta, uma revelação que Coutinho não esperava.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

"A noite de ano novo" - Capítulo 27

Coutinho rapidamente saiu do local onde estava a prova do crime e foi em direção da casa de Ricardo para tentar abordar ele. Coutinho saiu as pressas para ir ao seu carro. Entrou nele mas não ligava tentou duas vezes e nada, na terceira deu um murro no painel e o carro deu partida. Cantando pneu na rua foi para casa de Ricardo para ver se o pegava a tempo, o trajeto não era muito longo mas o quanto antes chegasse melhor. Quando estava bem de frente para o casarão viu um carro saindo e com os vidros sendo fechados, mas mesmo assim percebeu que era ele fugindo, o Ricardo.

Coutinho não quis dar muito alarde, para não ser percebido e foi indo atrás calmamente. Não sabia para onde ele estava indo, o jeito era segui-lo mesmo. Coutinho estava pensando para onde ele iria fugir, ela era uma pessoas rica provavelmente sairia do país, iria para algum lugar da Europa ou algo assim. O caminho que estava fazendo era o mesmo para o aeroporto internacional, então tinha quase certeza. Porém Coutinho tinha um receio, ele estava pensando se somente ele seria capas de deter Ricardo, afinal, já não era jovem como antigamente que perseguia bandidos correndo atrás dele. Para que tudo desse certo Coutinho resolveu fazer um ligação com, seus contatos. Ele tinha muito amigos que ainda trabalhavam na polícia e ligou para um Coronel amigo dele. Falou para mandar alguns policiais dentro do aeroporto para Ricardo não perceber e explicou que tinha descoberto o assassino de Eduardo.

O chofer de Ricardo estacionou o carro no estacionamento do aeroporto, Coutinho não gostou pois teve que estacionar também e era muito caro, mas valeria a pena. Esperou os dois saíram do carro e depois que já estava distanciados mas ainda avistava-os, saiu do carro e foi atrás deles. Por um instante eles sumiram de vista, achou estranho e foi mais rápido na direção que eles se encontravam. Mas era um armadilha, derrepente de trás de uma pilastra o chofer surgiu e tentou enforcar Coutinho,e viu o Ricardo indo rápido em direção à área de embarque. Coutinho estava lutando contra ele mas não estava apenas ficando sem ar, quando derrepente empurrou com tudo o chofer e ele bateu a cabeça em um muro com muita forçar e ele desmaiou.

Coutinho ofegante saiu correndo em direção ao aeroporto só que estava cheio e Ricardo já tinha entrado. Coutinho viu uns quatro policiais na porta e perguntou se não tinham visto um homem que descrevera que nem Ricardo, um disse que tinha visto alguém parecido e tinha indo para o lado direito. Falou bem rápido para os policiais e eles fora juntos para tentar capturá-lo. Correu como nunca tinhas corrido há muitos anos e estava começando a perder as esperanças quando na fila para embarcar em um avião com destino à Paris, viu um homem entrar muito parecido com Ricardo, e foi entrando porém o barraram e os polícias mostraram suas identidades e entraram junto.

Quando viu, de fato era Ricardo e deu um gritou para pegá-lo, quando Ricardo se deu conta era tarde demais, já estava sendo imobilizado por dois policias e mais dois estavam logo atrás. Coutinho chegou perto dele e disse:
- Tentou se livrar de mim também? Matar um amigo já não é o bastante?

E Ricardo começou a tentar se livrar mas era tudo inútil. Coutinho já estava bem mais calmo agora. Afinal o assassino havia sido capturado.

Capitulo 27 - "É a vida"

Ivanovich estava sendo parabenizado como se o aniversário em questão fosse dele e não da empresa que agora ele comandava, a Zenith. Isso o distraiu da festa em si por ao menos uma hora e meia. Após conseguir se livrar destes puxa-sacos ele foi dançar junto com os funcionários, afinal ele queria se divertir. Esta hora ele e todos os outros já estavam com seus ternos apoiados em alguma cadeira perdida por ai e com as gravatas soltas e camisas para fora de suas calças. Muitos já estavam um tanto quanto “altos”, pois a festa tinha tudo à vontade. E a bebida estava inclusa neste “à vontade”. Ivanovich que estava sóbrio olhava ao seu redor e via vários de seus funcionários mais sérios, com o efeito do álcool, dançarem desvairadamente ou se pegarem em algum canto ou mesmo no meio da descomunal pista de dança.

Ele dançava, mas estava ali na pista de dança meramente para procurar pela garota de vermelho que ele vira. Nem mesmo sabia o nome desta. Mas queria achá-la e se seu charme e sua beleza escassa não bastassem para conquistá-la seu cargo de chefe e dono da empresa e seu dinheiro bastariam para fazê-la até mesmos e apaixonar por ele, mesmo que por uma mera noite.

Isaac bebia sentado na mesa em que ele escolhera no começo da festa e que não abandonara até o presente instante. Já não estava muito sóbrio, mas estava bem ainda. Continuava a procurar por Cintia. Ela sumira no meio da multidão que dançava. Assim que a encontrasse ele iria a seu encontro.

Cintia, não importava o lugar em que estivesse dançando, sempre tinha bastante gente a sua volta. Vários homens, principalmente. Sabia que todos estavam interessados em seu corpo, ainda mais os bêbados, que mal enxergavam e se interessariam por qualquer uma. Logo ela viu o dono da empresa dançando mais para a borda da pista de dança. Impressionara-se com sua entrada, e sabia que era exatamente isso que ele pretendia: Impressionar a todos. E por ele conseguir isso, que não era fácil, como queria a impressionou mais. Foi dançar com ele, mesmo ele tendo um jeitinho meio nerd de dançar.

Aquela troca de olhares no começo da festa já tinha feito “rolar um clima”. Agora dançando isso aumentou. Até o ponto em que eles se aproximaram e se beijaram. Ninguém notou isso. Todos estavam muito entretidos e continuaram a dançar. Aquela atração puramente carnal fez com que eles se beijassem calorosamente e demoradamente. Uma mão ou outra ia em algum lugar ou outro meio que indevido, mas naquela festa isso já estava normal e estava até que com bastante pudor.

O povo dançando acabou separando um pouco com a troca de musica para uma que não gostavam muito e alguns foram até sentar para descansar esvaziando um pouco a pista. Isso ainda assim não separou o casal Ivanovich e Cintia. Com essa dispersão Isaac pode ver Cintia se atracando com Ivanovich. Isto o enfureceu. Ele levantou-se imediatamente derrubando sua cadeira e correu na direção de Ivanovich com ânsia da morte daquele homem atrevido que beijava seu grande amor. Os ruídos da festa abafaram um pouco o urro de raiva que foi ignorado por Ivanovich e Cintia, mas aqueles que puderam ouvir uns pedaços ouviram basicamente:

- LARGA ELA SEU FILHO DE UMA *UTA!!! VOU TE MATAR!!!

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Capítulo 26 - "É a vida"

As proximidades do local estavam bem iluminadas com archotes e lampadas. Havia dois holofotes, um de cada lado, nas laterais do portão de entrada. Daqueles que ficam varrendo os céus como grandes faróis guias. Luzes amarelas em lampiões ladeavam um corredor feito em aros metálicos usando como cobertura uma trepadeira florida. O corredor estava postado em um grande gramado em um espaço amplo que seguia até o salão. Para as mulheres, que vinham de salto alto, foram colocadas pedras grandes e largas ao longo do corredor.
A recepção na porta do salão era como devia ser. Ampla, aconchegante, com uma mesinha á direita com café servido em xícaras de porcelana e em um bule de estanho, ou seria prata? Não dava para se ater a esse detalhe quando tantas coisas mais estavam lá para deslumbrar os olhos de todos. Além disso, como não poderia faltar, duas garotas com seus vinte e poucos anos, bem vestidas e com posturas impecáveis davam as boas vindas aos convidados, uma de cada lado da grande porta de madeira antiga e clássica.
Dentro do salão, gigantesco e impressionante, viam-se mesas espalhadas por todos os lados. Um mar de mesas. Pareciam ser milhares. E ainda havia o mezanino que ampliava a capacidade de mesas. Após o espaço das mesas podia-se ver a pista de dança, na qual havia um palco gigantesco e mais elevado. A mesa de DJ estava ali, mas após um tempo seria substituída pelos equipamentos das bandas que ali tocariam.
Eram Nove horas da noite ainda. Os convidados começavam a chegar e se postar em seus lugares. A festa, pelo o que os boatos diziam, ia durar mais de 24 horas seguida.
Isaac chegara. Deixou seu carro na rua mesmo... Ninguém iria querer roubar um Gurgel velho e sujo, e ele não queria pagar o preço abusivo de quinze reais para colocá-lo no estacionamento. Entrou pouco olhando para a suntuosidade da festa e foi sentar-se em uma mesa vazia (e que ele sabia que iria permanecer vazia até o final da festa se ele ali ficasse). Queria logo encontrar Cintia.
Cintia se atrasou. Chegou quando o salão já estava cheio. Ela não viu Isaac e Isaac não a viu. Ivanovich pediu para que o avisassem quando o salão já estivesse relativamente cheio. Afinal, queria uma entrada marcante e queria ter pessoas para que o assistissem, mas não queria todos ali para que depois sua entrada fosse comentada.
O som abaixou quando ele ia entrar e os archotes do lado de dentro do salão foram acesos. Eram apenas quatro que estavam colocados na porta de entrada. As luzes também foram diminuídas. Sem a música para distrair as pessoas da festa e com as luzes mais fracas era mais fácil que olhassem para onde ele queria, ou seja, para ele mesmo.
As portas se abriram abruptamente e ele entrou. Sua roupa impecável, sua postura altiva, seu ar de “eu sou rico e você não” e sua capa esvoaçante em suas costas.
Todos o olhavam como ele esperava. Uma garota de vermelho cruzava o salão e o olhava enquanto ele entrava com passos firmes. Lindas pernas. Corpo torneado. Lábios vermelhos e carnudos. E o vestido curto e decotado e vermelho. Como diziam: vermelho a cor do pecado. E foi em pecado que ele pensou.
Nessa mesma hora Isaac a avistou olhando para Ivanovich. Isso o enciumou. Mas logo se distraiu e a olhou novamente.
Ambos pensaram na mesma hora enquanto analisavam aquela mulher tão esbelta ao mesmo tempo. E finalmente um pensamento em comum entre um pobre e um rico: “eu a quero para mim”

"A noite de ano novo" Capítulo 26

A maré de sorte dava as suas caras.
O problema é que Coutinho custava a admitir que não estava a seu favor. Descobrir que Ricardo havia feito o crime mudava tudo, e por um simples fato: ao começar as investigações, tinha deixado Ricardo por último, então, a não ser a confissão ouvida de forma ilegítima na Igreja, não tinha nada contra Ricardo.
Eduardo havia aberto uma filial, sem a concessão do sócio, e todos sabiam disso. Mas precisava mais do que isso para incriminar alguém, e não seria fácil já que a polícia era a única com acesso ao local do crime.
A casa de Ricardo era a segunda opção provável, se ao menos Coutinho tivesse seus privilégios de policial talvez conseguisse um mandado. Com saudades, foi no armário e viu seu velho distintivo e uniforme.
Como se a nostalgia fosse bruscamente arrancada por uma idéia brilhante, seu olhar mudou.
Medidas drásticas se faziam necessárias.
Esse crime valia por sua vida.
Era hora de arriscar o próprio pescoço para viver mais uma vez uma aventura.
- Vergonha é o medo dos fracos. – Esse sempre fora seu lema.
Vestiu-se e saiu.
O Tenente Coutinho estava de volta.
Tanto tempo sendo somente o vizinho do prédio ao lado fez com que Coutinho conhecesse a casa perfeitamente. Porém só quando olhada de cima.
De dentro, teve que se esforçar para fazer um mapa em sua cabeça indicando para que lado devia ser o quarto em que o fogo foi colocado. Por Ricardo. Saber isso fazia com que quase andasse saltitando.
Havia resolvido um crime depois de tantos anos.
Chegou na porta do quarto e viu que o trabalho não seria fácil. Fogo fazia com que evidências fossem queimadas e, as que se mantinham, fossem mexidas pelo corpo de bombeiros para evitar novos focos de incêndio.
Olhou para os dois lados antes de entrar no quarto.
Porém nunca chegou realmente a entrar.
Por uma coincidência do destino o quarto ao lado era o de Eduardo. Mas não era isso que havia chamado sua atenção.
Havia fuligem na maçaneta.
Se Isabel usava aquele quarto para dormir, certamente usaria a porta e a sujeira sairia. Talvez nunca teve coragem de voltar ao quarto do casal. Agora que sabia que a moça era inocente, viu como foi duro ao duvidar da insônia da pobre coitada.
Tentou entrar no quarto que era de Eduardo mas a porta estava trancada.
De acordo com o que acompanhou, a policia já havia revistado o quarto. Se algo mudara depois da inspeção a ponto de fazer com que ele fosse trancado, precisava descobrir.
Já que naquela hora do dia somente empregados estavam em casa, pediu para uma abrir a porta para ele.
Após uma faxineira abrir, disse que “Dona Isabel havia mandado nos manter afastadas dali”.
A prova do crime estava mais exposta do que Coutinho havia imaginado.
Lá, no aparelho de fax, uma folha só:

Tudo que eu senti por você, foi posto a prova e eu falhei. Mostrei que meu egoísmo era maior que qualquer coisa, e nunca superei os fatos. Eduardo abrindo aquele filial... e de não ser ao meu lado que você dançava. Peço desculpas por toda a dor que lhe causei ao tirar a vida de seu marido. Pretendo fugir. Saiba que nunca deixei de te amar em nenhum dia da minha vida, espero que me perdoe.
Com amor, R..


A mensagem datava o dia atual, alguns minutos mais cedo.
Isabel não havia visto.
Coutinho tinha que pegá-lo antes que o desgraçado fugisse.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Capitulo 25 - "É a vida"

A festa já estava sendo preparada, alias, estavam ao final de sua preparação. Era algo descomunal. Todos os funcionários de uma empresa daquele tamanho foram convidados. A roupa era para ser no minimo esporte chic, ou seja, o mínimo não era nada com classe demais para que poucos fossem, mas já era algo para selecionar e não deixar com que todos os funcionários fossem (já que seria necessário alugar roupas ou tê-las ao menos). Mas mesmo assim todos receberam o convite. Salão gigantesco, espaço amplo tanto dentro do salão quanto no jardim. Pista de dança tão equipada quanto a de uma balada de primeira. Comida a vontade (eis o grande atrativo). Não foi preciso que a direção se preocupasse com a organização da festa (direção que agora só possuía uma pessoa), pois pessoas estavam sendo muito bem pagas para isso. Dinheiro não era problema para a festa, dês de que tudo fosse documentado, como Ivanovich queria. Mas uma permuta ou outra foi feita mesmo assim.

Isaac saia de sua casa usando seu smoking, tão velho smoking. Gostava dele, mas só o usara algumas poucas vezes (em sua maioria eram enterros). Tomara banho, fizera a barba, se arrumara e isso tudo em no máximo meia hora. Era uma pessoa prática. Desceu, pegou seu gurgel que estava parado na rua em frente a sua casa. Nada estragaria sua noite, nem mesmo a pichação em seu carro escrita: “me lave, por favor!” no vidro sujo de poeira do carro (que era uma das partes mais limpas ainda). Ele sabia que Cintia estaria lá, ela era funcionaria da Zenith e isso o animava. Ele ia de penetra.

Cintia. Ela era rica agora, mas ainda assim não comprou um vestido novo. Pegou um velho em seu armário e o vestiu. Caiu muito bem. Era vermelho, mostrava bem suas pernas (que eram bem torneadas) o vestido parava um pouco abaixo de sua coxa. Ela o ganhara para usar em seu antigo trabalho, aquele que ela não comentava com ninguém. Fora o vestido para o fetiche de outro velho rico que era seu cliente que o dera a ela. Chamou um táxi e foi em direção a festa.

Marcelo levou horas pra se arrumar. Demorou mais ainda para achar sua cueca de elefantinhos rosa da sorte. Ia de terno. Pegou seu Fox novo e foi para a festa, mas não sem antes passar para ver se Ivanovich levaria seus seguranças, afinal ele era o chefe da companhia, ia à festa e a festa tinha álcool por todo o lado. Algum funcionário podia surtar.

Ivanovich. Este ia para a festa com sua melhor roupa e dirigindo um shelby cobra que fora de Oswaldo, mas que agora pertencia a ele. Ia escoltado por 5 gran blazers lotadas de seguranças armados. Entraria como um rei na festa e sairia como um Deus, pois aquela festa prometia elevar sua popularidade. Tudo corria bem em sua vida agora. Nada mais poderia dar errado. ficara milionário sem esforço algum e agora era o dono da empresa pela qual ele trabalho dês da época em que cursava a faculdade e era estagiário.

Agora, a todos, restava meramente chegar lá e aproveitar a festa.

Capítulo 25 A Noite do Ano Novo

Seu Coutinho sentia uma confusão sentimental muito grande enquanto ouvia aquele silêncio ensurdecedor dentro da Igreja. Refletia sinestesicamente quando se assustou com o barulho da porta lateral se abrindo inesperadamente.
- Acalme-se meu filho, eu não posso atendê-lo agora, estou em meio a um batismo.
Seu Coutinho corre em direção ao corredor quando percebe o nervosismo do padre, chegou até a acreditar em assalto, mas logo entendeu do que se tratava.
No confessionário, o padre ainda pedia calma ao homem vestido de capuz preto e calça jeans. O velho esforçava-se para ouvir a voz do rapaz, mas os ouvidos cansados pela idade não o permitiram.
Resolveu que ficaria ali mesmo assim. Passado algum tempo, o padre ainda tentava acalmar o indivíduo.
- Você está pronto para me contar porque veio aqui neste estado?
-Sim, padre. É algo muito grave. Eu não aguento mais, matei meu melhor amigo por nada. Estou exausto.
-Pode continuar, mas qual é o seu nome mesmo?
O homem demora a responder, mas diz em voz baixa:
- Me chamo Ricardo.
O velho entra em desespero do lado de fora do confessionário e automaticamente liga os fatos à falência da empresa, mas continua a ouvir, mesmo com muito esforço a conversa:
- Matei numa noite de ano-novo um empresário chamado Eduardo, mas não contei a polícia por falta de coragem mesmo.Meus cinco anos de estudo sobre gestão da qualidade em empresas de nada serviu. Confiei meus planos à Eduardo e esse os usou contra mim abrindo essa filial de nossa empresa.Estou tendo sérias crises de falência graças a ele. Minha vida financeira, a estabilidade de minha familia, eu perdi tudo graças a uma traição. Diabos, o que faço?
-Meu filho, o melhor que você tem a fazer é se entregar.
-Não por enquanto, tenho pendências a resolver ainda.
Seu Coutinho se surpreende com a resposta do rapaz e tenta ligar essa pendência a outro acontecimento qualquer. Aquele era um dos melhores momentos de sua vida.
Até que enfim tinha conseguido solucionar algum caso por completo. Para não ser vistio por Ricardo, esconde-se atrás do altar , mas permanece no local para confirmar a identidade do réu.
Passado algum tempo, Ricardo deixa as dependências do local rapidamente. Sem ser visto, o velho fotografa essa cena para auxiliá-lo na atual conclusão dos fatos ocorridos.
Então dirige-se até o padre , que confirma toda sua versão do caso e o que foi dito pelo réu.
Estava radiante. Coutinho, chega até em casa e diz para si próprio:
- Até que enfim, pus minhas mãos nesse desgraçado, sim, hoje eu mereço meu calmante, tem direito a garrafa inteira de Uísque!
Tomava de goles em goles enquanto pensava em como ligaria as pistas depois desse grande acontecimento.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

capitulo 24 'a noite de ano novo'

Seu Coutinho abriu o guarda roupa, vestiu a sua velha camisa xadrez, aquela famosa bermuda marrom, seu par de meias sócias marrom para combinar com os sapatos e com a bermuda.
Tomou aquele café, que ele sempre se admirou por ser tão bom. E saiu para mais um dia de seu passatempo atual, tentar descobrir o assassino de Eduardo.
Seu Coutinho não entendia o porquê, mas esse caso parecia que ia ser muito especial para ele mesmo ou então seria o caso de sua vida.Por isso vivia atormentado ultimamente,coisa que nunca lhe aconteceu antes, pois seus anos de experiência na profissão sempre lhe deram segurança.
Atormentado e confuso, com seu andar leve e tranqüilo pela rua, Seu Coutinho que não era religioso e nem nada, resolveu entrar em uma igreja que estava do outro lado da rua apenas para descansar e pensar. Coisa que nunca havia feito em toda sua vida, pois seu Coutinho desde cedo sempre odiou a Igreja e nunca gostou de entrar e falar dela.
Quando começou a atravessar a rua seu Coutinho, confuso e inquieto, não viu se tinha algum carro passando, despercebido no meu da rua, escuta uma buzina, que estava tão perto que seu Coutinho deu um pulo ao escutar um jovem rapaz gritando dentro do carro, “TOMA CUIDADO ,SEU VELHO FILHA DA P***”, seu Coutinho como sempre foi educado, pediu desculpas ao rapaz e na igreja entrou.
Ainda muito assustado com o que tinha acontecido , seu Coutinho se sentou em um dos bancos e começou a lembrar, de seus tempos de policial, das horas de tiroteio intenso, das perseguições, dos casos solucionados, de sua mulher que tinha falecido, de seus filhos que não falava mais, dos seus antigos sonhos de adolescente e de suas frustrações. Pensando em tudo isso, seu Coutinho se levanta, olha para o teto da igreja, na esperança de ver Deus e diz:
-Ainda não acabou meu Deus, ainda tenho mais uma coisa para solucionar.
Então, depois de dois minutos exatos de sua fala, nas portas da igreja surgi àquela pessoa que ele não sabia, mais ia mudar sua vida.

Feito Por Augusto, n°06

Cpitulo 24 - "É a vida!"

Morta. Essa era a notícia. A causa fora notificada por uma variante de gripe suína. Uma bem rara. Quase não era contagiosa. Fora o primeiro caso desta variante, que era mais letal que aquele que se espalhara tão rapidamente. Agora Ivanovich precisava enterrar o corpo de sua recém esposa. Viúvo e multimilionário antes dos trinta anos. A polêmica tentava decidir se isso era bom ou não e não só isso, pensava que era muito estranho Fernanda morrer logo após seu ex-marido ter sido assassinado com três tiros no peito.

Ivanovich, usando as palavras de seu grande ídolo Freddie Mercury, disse à sua empresa: “Show must go on”

Sim, a vida de todos deveria continuar, mesmo com essas mortes tão assustadoras. Ele fez todos os exames, não contraiu o vírus de Fernanda. Era um alivio para a Zenith que não poderia perder mais nenhum de seus diretores. Ivanovich parecera abalado no enterro, mas depois parecia estar conformado com a morte.

A festa de aniversário da empresa transcorreria normalmente também, mas agora sem Fernanda, que dos dois era a mais conservadora, ele poderia fazer uma festa com menos frescuras e a faria em trajes esporte chic. Ainda na mesma data e com os mesmos convidados.

Parecia que Ivanovich, agora viúvo, voltara à situação “meio gay” do principio e rolavam até boatos de terem visto ivanovich sair meio desalinhado de sua sala e ofegante e Marcelo também, mas com um grande sorriso em sua cara (algo que Ivanovich também trazia em suas feições, porém disfarçado mediocremente).

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Capítulo 23 - "É a vida!"

Havia um acontecimento que deveria acontecer antes mesmo da festa de aniversário da Zenith, assim sendo comemorados os dois episódios juntos e declarados a veracidade do mesmo perante todos os funcionários da Zenith, que tinham interesse tanto neste como naquele. O tal acontecimento era o tão esperando casamento de Ivanovich e Fernanda.

Como a festa de 30 anos da empresa que agora era liderada pelos dois aconteceria dois sábados após, casaram-se uma semana antes da festa somente no civil, com comunhão total de bens, como foi desejado por ambos; fizeram o máximo de segredo possível, apenas confirmando a união legal durante a festa a todos os presentes, que mesmo ainda com a memória do ex patrão aplaudiram a notícia, afinal Osvaldo era mesmo um velho rabugento e Fernanda não deveria continuar apegada a ele por muito tempo, posto que era uma bela mulher.

A festa estava apenas no começo, porém Fernanda não se sentia bem, antes mesmo do casamento já estava tossindo muito, com a viagem de lua de mel as dores haviam somente piorado, os olhos amanheciam cada vez mais vermelhos e a garganta parecia sempre inflamada, Ivanovich preocupava-se mas não se afastou em instante algum de sua amada.

Enquanto isso Cintia teimava com Issac afim de que este a leva-se a festa, ela tinha juntado algum dinheiro e comprou um lindo vestido de gala, um dos melhores da cidade, diga-se de passagem, e como toda mulher vaidosa o intuito dela em ir a esta festa não era apenas exibir-se a todos com seu lindo vestido, mas principalmente competir com Fernanda e ouvir da boca de muitos, que fariam a maioria: “ Enfim uma mais bonita que a patroa”.

Capitulo 23 – “A noite de Ano Novo”

Fracasso era algo que Coutinho já estava acostumado, tentava sempre ter uma nota se quer de todos suspeitos que havia listado porém o máximo que conseguia era ser ignorado. Inconformado, resolveu usar outros métodos para procurar novas pistas.

Na segunda-feria resolveu ficar metade do dia na frente da casa de Isabel para localizar algo de estranho. O muro da fachada da casa era enorme, que Coutinho conseguia ver o telhado da mansão. Ficou até umas sete horas da noite e a única coisa que tinha acontecido foi que uma empregada da casa tinha colocado o lixo para fora. Coutinho indignado não teve opção, pegou os três sacos pretos e colocou no seu carro e foi para casa.

Ao chegar em casa resolveu abri-los para ver se achava algo, afinal, a semana inteira foi um fiasco total, mexer em alguns lixos não iria piorar. Ao revirar todo o detrito viu como a mulher era consumista, tinha potes e potes de creme, muita comida desperdiçada e até jóias no lixo. Tinha algo que lhe chamou muita atenção, tinham vários potes de remédio chamado Rophynol, achou estranho e foi pesquisar o que era. Achou na internet que era um remédio fortíssimo para pessoas que possuem insonia ou dificuldade para dormir. O velho coçou sua barba mal feita e ficou pensando e fez uma relação genial. Ele pensou que ela estaria tomando todos esses remédios por não conseguir dormir à noite, devido ao seu crime, ficou com um peso na consciência muito pesada e necessitava usar drogas para apagar. Tudo fazia um pouco de sentido mas resolveu ir atrás disso.

No dia seguinte ficou de novo em frente a casa da viúva, porém logo pelas dez da manhã ela saiu de casa com seu chofer, e Coutinho rapidamente ligou o carro e foi segui-los. Acompanhava sempre se distanciando um pouco para não ser percebido até que depois de uns vinte minutos ela parou em frente a uma clínica médica, esperou ela entrar e foi atrás. Na recepção não tinha ninguém exceto a secretária, Isabel já havia entrado em consulta pensou Coutinho, e resolveu confirmar.
- Por favor, a dona Isabel já entrou na sala? - perguntou Coutinho.
- Já sim, gostaria de alguma coisa? - perguntou a se
- Não, muito obrigado, eu espero ela sair. - respondeu Coutinho

Coutinho ficou mudo, ainda estava pensando no que fazer. Mas a própria secretária o ajudou. O celular dela tinha tocado e ela parecia aflita e quando desligou disse:
- O senhor aguarda um instante que preciso resolver uma coisinha e já volto.

Coutinho sorriu brandamente e fez um sinal positivo com a cabeça e quando ela saiu foi correndo colocar o ouvido na porta onde estavam os dois.

- Você ainda continua tendo alucinações à noite? - perguntou o médico.
- Não doutor, com o remédio que me receitou tenho dormido que nem um pedra. - respondeu Isabel
- Sei, mas ainda não entendi a causa dessas insônias e alucinações, você passou por algo que a chocou muito? - perguntou o médico com um ar meio de insistência
- Você continua insistir nisso? Não importa o que aconteceu, eu apenas não consigo dormir. - respondeu meia irritada pois não queria tocar mais no assunto.
- Está bem então, continue tomando o mesmo remédio e aqui estão as receitas. - falou o médico.

Coutinho pulou da porta ao ouvir Isabel se levantar e saiu de mansinho da clínica.

domingo, 22 de novembro de 2009

Capítulo 22- A noite de ano novo

Seu Coutinho, havia listado todos os seus supeitos, Erick, Isabel, Carolina, Felipe, Ricardo e Alfred. Cada um com seus fortes motivos, segredos, dinheiro, amor, interesses e negocios. Seu Coutinho estava cercado de certezas e duvidas sobre o verdadeiro culpado pelo crime. Erick não era o unico a sofrer de alucinações, todos sofriam os frutos de sua consciencia pesada. Porém um deles sofria mais de seus temores.
Sim, não sei se havia arrependimento em sua ação, afinal tudo corria como o esperado, mas que sua consciencia pesava, isso ele não negava de si próprio. O assassino em cada instante que vivia, sua mente era ocupada com cenas antigas de lembraças com o morto, lembraças daquela noite, de como teve a idéia de seu plano, de como tudo havia dado certo, e da ultima cena de Eduardo que presenciou, ele ardendo em chamas no fogo de uma noite de ano novo.A cena em que reviveu várias vezes em sua mente.
- Porque logo agora que tudo está quase certo, eu tenho que sentir como se Eduardo voltasse para vingar sua morte em minha consciencia?- Se perguntava o assassino.
Vivia com dores de cabeças, olhos inchados e olheiras fortes, o que demonstrava noites mal dormidas. Sua cabeça sofria lutas internas, entre o bem e o mal.
- Será possivel que depois de tudo, meus sentimentos voltaram? - O assassino não se conformava.
Era perceptivel, que ele estava transtornado com algo, vivia longe e pensativo, as vezes falava e resmungava sozinho, se assustava facilmente com qualquer ruído ou barulho e até mesmo com pessoas, havia ficado mais silencioso, conversava com poucos e evitava falar sobre aquela noite com as pessoas. Era seco e curto quando a polícia o questionava sobre algo, e negava qualquer tipo de entrevista a imprensa.
Certa noite, estava tão atormentado que teve de tomar remédios acalmantes para dormir, apenas um não resolveu, o que fez tomar quase todo um pote, e consequentemente perder o horario de uma das vezes que foi chamado para depor.
Nesse mesmo dia foi visto uma ou duas vezes enfrente a igreja, como se estivesse em dúvida se entraria não, chegou até a porta em uma das vezes e hesitou em entrar. Não foi visto mais por lá depois.
Seu Coutinho, há algum tempo havia percebido todas as atitudes estranhas dessa pessoa, o que deixou mais atento a perseguir seus passos, com a finalidade de descobrir algo a mais.
Eu poderia citar nesse exato momento o nome do assassino, mas prefiro estender essa história, que ocupa minha mente e meu tempo vago, já que hoje estou longe de uma vida que já foi tumultuada.

Capítulo XXII - "É a vida"

*De volta a Terra

* No carro de Ivanovich e Fernanda

- Amor, olha a Zenith fará 30 anos na semana que vem. O que acha de agente fazer uma festa enorme chamando todos os funcionários? – disse Fernanda

- Olha, não é uma má idéia. A gente chama todos os funcionários de todas as filiais, faz com que eles venham em par e com roupa de gala. Ia ser bom para descontrair o clima.

-É acho uma boa idéia, temos que... – Fernanda começou a tossir e pigarreou, reclamando da garganta – desculpe, temos que preparar tudo para a festa.

* Na porta da Zenith

Isaac estava espantado, chegara hoje mais cedo que todos e como chegara tão cedo, resolvera tomar um café na padaria e comprara o jornal do dia na banca e lera na porta da Zenith. “Por que aquela matéria foi aparecer?”. Estragara a semana dele após ter saído com a Cintia finalmente e agora ele lia:

“Polícia investiga a morte de presidente da Empresa Zenith:”

“Hoje pela manhã, no Instituto Médico Legal foi declarado que a morte de Osvaldo Zenith, o presidente da empresa Zenith, não foi natural como tinha sido declarado antes.

O próprio médico afirmou que recebeu suborno para declarar que o assassinato de Osvaldo. O dono das empresas Zenith fora morto, baleado com três tiros no peito.”

Essa manchete acabara com Isaac logo pela manhã.