segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Capítulo 16 A Noite do Ano Novo

Era um dia chuvoso. Estava estressado. Nunca tinha demorado tanto para chegar a sua empresa. Ricardo era insuportavelmente metódico, nunca se atrasava e quando raros acontecimentos desse ocorriam, revelava um outro lado de sua personalidade. Faria de tudo para que sua empresa funcionasse da forma correta. Um bacharelado em qualidade total nas organizações tinha acentuado essa sua característica.
As brigas nos corredores do escritório eram difames a filial da Avenida Paulista aberta por Eduardo estava lucrando mais que a matriz fundada pelos dois amigos. Sim, a nova loja tinha apenas a interferência de Eduardo e nenhum consentimento de Ricardo, e isso o irritava muito.
O faturamento de Ricardo diminuiu em torno de 45% e estava difícil manter um alto padrão de vida com metade do rendimento. O caminho mais certo para Ricardo era a falência.
-Olhe bem, eu construí essa empresa sozinho e confiei a meu sócio as minhas técnicas de gestão e veja o que ganhei...A traição!
-Senhor, não posso ajudá-lo, mesmo trabalhando aqui a mais de vinte anos sou apenas um serviçal, um simples mordomo de escritório.
-É aí que você se engana, estamos a onze dias do ano-novo e até lá pensarei em como você pode me ajudar.
- Mas seu Ricardo, sou incapaz de fazer mal a alguém!
-É isso ou a demissão!
-Senhor, pense nos meus filhos, na minha esposa.
-É a minha última palavra.

O serviçal enfurecido deixa o escritório dirigindo-se ao elevador. Essa foi a cena presenciada por Carolina enquanto aguardava Eduardo na lanchonete para mais uma sessão de chantagens.Toda vez que se viam, Isabel era citada, por um ou por outro. Carolina dizia que se Eduardo não vivesse com ela não seria com mais ninguém e que iria relatar seu caso extraconjugal para sua esposa. Eduardo encerra a discurssão e vai em direção até o elevador , encontra-se com Alfred. O que os dois não sabiam é que seus destinos estavam mais ligados do que poderiam imaginar.

Capítulo 16 A Noite do Ano Novo (CONTINUAÇÃO)

Carolina no fundo sabia de toda a verdade, mas era uma mestra em chantagens. Eduardo falecera, porém a meretriz tinha outras faces, outras vozes, outras presas em sua isca. Sua intuição era a fim de tirar proveito de qualquer situação e essa se mostrava um imperdível. Além do mais, quando se trata de Ricardo, um rico chanceler, uma raposa quando o assunto era administrar empresas. E a proximidade de Isabel e Felipe, quando essa permaneceu com todos os rendimentos do marido se mostrava também uma ótima oportunidade. O combustível de Carolina era o dinheiro e por esse, ela era capaz de esquecer ou relembrar qualquer fato na hora de seu depoimento à polícia.

domingo, 15 de novembro de 2009

A noite de ano novo 14°capitulo

Intrigado com o desaparecimento do mordomo,seu Coltinho resolveu investigar mais a fundo.foi quando resolveu ir a casa da puta ,para lhe perguntar sobre o mesmo(já que elá sabia de todos os homens daquela cidade )
enquanto isso,os policiais conversando com Isabel,notarão que mesmo com as lágrimas recentes ,a bela se alegrava quanto tocavam no assunto da herança de seu marido Eduardo .isso os alertou mais ainda ,quando ao seu envolvimento com o crime .
Alguns minutos depois ,o velho chega na casa da puta e ao tocar a campainha a ouve as gargalhadas e dizendo:
_Ah carta preciosa,éra de você mesmo que eu precisava para me safar.intrigado ,seu Coltinho tratou logo de espiar subindo num caixote velho.
_ O que esta escrito meu amor ?_dizia seu mais novo amante .
_Isabel ,eu ainda vou descobrir o que vc está fazendo com quela vela vermelha .assinado ...

past...

_Droga cai desse bendito caixote ,e agora quem será que a escreveu ?

XV capitulo - É a vida

Isaac estava andando de carro meio atordoado, pensando em Cintia. Quer dizer ela não viu nada de especial nele e ele pensou que tinha algum romance entre eles. Ele em nenhum momento parou de pensar nisso quando parou o carro num semáforo e ouvindo o seu Pearl Jam e Nirvana num momento depressivo como aquele olhou para os lados e viu Cintia saindo de um motel.

Isaac teve que agir rápido e a sua primeira atitude foi se esconder. Depois de tudo que eles passaram a melhor coisa era impedir um contato agora com Cintia. Quando ela saiu do alcance do motel, Isaac foi até o motel. Entrou e perguntou para o balconista se a ultima moça foi para o motel com alguém ou sozinha. O balconista disse que sim e não ia falar com quem ela estava quando viu duas notas de 50 reais e então mostrou que o quarto tinha sido alugado por Osvaldo Zenith.

*Na Zenith

Osvaldo fora até a sala de Ivanovich de manhã e viu que Ivanovich ficara a noite inteira na Zenith. Osvaldo perguntou por que e onde ele estava de noite Ivanovich. Ivanovich ficara sem o que responder quando por sorte entrara Marcelo falando.

-Senhor Osvaldo, tem um cara na recepção que deseja falar com o senhor!

Osvaldo foi até a recepção seguido de Ivanovich, e os dois viram Isaac na porta tirando satisfações com um vocabulário chulo.

-Você foi o filho da p*ta que comeu a foi com a Cintia para o motel. Você táh f*dido, eu sei que você é casado e sua mulher vai saber que você trans..

Isaac deve ter surpreendido todo mundo ali presente e até o leitor dessa novela, mas quem certamente ficou surpreendida foi Fernanda que estava entrando na Zenith nesse exato momento e ouvira poucas partes do elevador até a recepção mas as principais foram:” sua mulher vai saber que você trans...” e riu pensando quem seria a nova traída da Zenith quando viu seu marido olhando assustado sua esposa.

Fernanda olhou para todos com uma cara surpresa e virou determinada a sair e nunca mais olhar na cara de Osvaldo. Osvaldo correra até Fernando trombando com Isaac de maneira bruta mas Fernanda já estava descendo de elevador. Todos na Zenith estavam surpresos mesmo sabendo que os dois traíam entre si, mas nunca pensaram nessa situação. Até porque o próprio casal sabia que não eram fiéis. Uma pessoa estava contente com tudo isso e esse era Ivanovich que olhara para Isaac.

-Bem, não tem mais um motivo para eu ficar, mas diga ao chefe de vocês que minha vingança não acabou... - disse Isaac

Ivanovich fora até a direção de Isaac e antes de Isaac ir embora Ivanovich o chamou para a sua sala.

*No estacionamento

-Amor, ouça aquele cara era louco. Eu não sabia do que ele estava falando, presta atenção em mim. – Gritava Osvaldo quando Fernanda entrara no carro e saira.

Osvaldo pegou seu carro e ia seguir Fernanda quando pensou. ”Deixa essa vaca se acalmar, eu compro uns presentes para ela e já fica tudo certo”
Osvaldo pegara seu carro e o celular e olhara na lista telefônica Cintia. Isso mesmo. Ele ia ir com ela de novo mesmo sabendo que foi esse caso que começou a briga.

-Cintia aqui quem fala é o Osvaldo. Lembra de ontem e de hoje?Olha to precisando de você agora, onde você quer que eu te pegue para você repetir ontem?-Osvaldo disse a Cintia isso e a buscou.

Eles foram para o mesmo motel e Osvaldo relaxou com ela. Ela não sabia de nada do que acontecera de manhã e Osvaldo não ia falar também.

*3 dias depois – No hospital

Ivanovich chegara correndo até o hospital Albert Einstein onde encontrara com Fernanda e o pessoal da Zenith.

-Vim correndo assim que fiquei sabendo. -Disse Ivanovich – O que o médico falou?

-Até agora o médico não saiu.

Ivanovich dera as mãos para Fernanda que aceitara e até o abraçara. O pessoal da Zenith já notara que com este acontecimento Ivanovich e Fernanda podiam andar sem medo e revelar o caso dos dois.

O médico chamara alguém e quem foi, foi Ivanovich. Quando ele voltara Ivanovich respondeu a todo mundo da Zenith.

- O médico disse que foi morte natural.

Era algo meio estranho, Osvaldo morrer de morte natural na sua casa, isso não era estranho, o que era mais estranho é uma morte natural com três tiros no peito.

Alguns dias depois, no testamento de Osvaldo, dizia que o novo dono da Zenith era Fernanda em pedido de desculpas a sua mulher por ser infiel e Ivanovich seria o diretor da empresa (Ivanovich e Fernanda riram com esse fato). E a Cintia 25% de suas riquezas por ser boa demais. As maiorias das pessoas se deram bem com a morte de Osvaldo com exceção de Isaac, aquele que todos julgavam culpado.

Era estranho ver como a sociedade tinha mudado os personagens, como aquele cara ingênuo que se tornara o maior culpado pela morte de Osvaldo. Este era Isaac e assim a gente vê como a sociedade muda ainda faltando pedaços e um fim para podermos continuar.

Continue lendo É a vida e surpreenda se cada vez mais.

14° Capítulo - É a vida!

Enquanto Osvaldo tomava seu banho imaginando onde estaria sua mulher, Fernanda seguia pelas ruas cantarolando em seu carro sem nenhuma preocupação aparente;

“Com certeza aquele velho estaria dormindo e não perceberia à hora de sua chegada” -pensou ela. Quando estivesse pronto para ir trabalhar e viesse até a cama despedir-se ela mentiria o horário de sua chegada, e diria que estava com as amigas em algum barzinho comemorando o aniversário de alguma delas, para o celular soltaria o clichê, “acabou a bateria amor”.

Era simples e não havia mistério algum Osvaldo acreditaria sem duvidar nem por um segundo de sua amada esposa.

Cintia ainda estava deitada desfrutando as maravilhas daquele magnífico motel, havia muito tempo que não estava tão bem acomodada em um ambiente de trabalho e também não era bem remunerada, Osvaldo sim, esse era capaz de tirá-la da miséria e ela não mediria esforços para que o mesmo acontecesse.

Mas ainda assim algo a perturbava, ela não conseguia tirar a imagem de Isaac da cabeça, Osvaldo mesmo sendo rico e pagando muito bem pelo atendimento dela, em momento algum a tratou com tanta delicadeza nem ao menos com tanto respeito quanto Issac, ele era um homem diferente, ainda não havia definido o que sentia por ele era uma espécie de medo e atração simultâneos, mas será que ele voltaria a procurá-la? – pensou a moça confusa.

Deparando-se com o serviço de quarto para organizar o local e atender aos últimos pedidos de Cintia esta levantou-se e foi até ao banheiro, para lavar-se e retornar a sua dura realidade.

Neste momento Osvaldo sentava-se a mesa para tomar apressadamente seu café e chegar mais cedo a empresa Zenith, como havia se retirado antes do fim do expediente no dia anterior, teria que verificar se estava tudo em ordem e se as coisas prosseguiram conforme suas ordens. Mesmo durante o café ele não havia esquecido a ausência dessa mulher e estava com o celular na mão ligando pela vigésima vez para Fernanda quando esta adentrou pela porta.

sábado, 14 de novembro de 2009

Capitulo 14- 'A noite de ano novo'

Chega ser engraçado ver os tipo de reações de cada um deles, não posso julga-los afinal cada um tinha seus motivos, e eu aqui ao lado de uma bela vista, seguido com um bom vinho tinto de primeira.
Enquanto cada um dos envolvidos com Eduardo, demonstravam suas próprias reações, a polícia trabalhava com o local do incendio.
Algumas horas depois da primeira pericia, foi realmente confirmado, Eduardo havia sido assassinado.
Agora a polícia e detetives trabalhavam em cima de pistas, depoimentos e uma pericia mais detalhada no local do crime, que logo mostrou que seria impossivel achar impressões digitais ou qualquer tipo de objeto pessoal ou pista que estivesse no local do incendio, afinal a unica coisa que restara era as cinzas da lembrança daquela noite de ano novo. Resolveram então começar os depoimentos das testemunhas. O primeiro a depor foi Ricardo, ele mesmo se propos, era o menos abalado e tinha seus interesses firmados.
- E o senhor era algum parente da vitima? perguntou o policial.
- Não, era socio e melhor amigo de Eduardo. Respondeu Ricardo
- Como era sua relação com ele?
- Eramos muito amigos, trabalhavamos juntos e sempre dividiamos nossas decisões, com excessão da nova filial que Eduardo prefiriu abrir sem a minha concessão,.
O depoimento de Ricardo se estendeu por algum tempo, ele sempre firme e sem demonstrar emoção alguma ao se lembrar do amigo agora morto.
Enquanto a policia usava de seus meios, um tanto quanto devagar, para desvendar o crime que agora era noticia ao redor do mundo, Seu Coutinho observava de fora e rsolvera agir por conta própria com ajuda de seus misteriosos contatos.
Ele primeiramente conversou com uma das empregadas que trabalhavam na casa no dia do crime.
- A senhora pode me contar um pouco sobre a noite de ano novo? Resmungou Seu Coutinho.
- Bom senhor, estavam todos empolgados, ao menos pareciam, haviam caras um pouco tensas, mas me pareciam a ansiedade do ano que chegaria. Respondia a empregada humildemente.
- E quanto ao crime? Questionou Seu Coutinho.
- Não me lembro exatamente, lembro-me que Alfred, o mordomo, havia subido ao segundo andar, não me contou o motivo, mas subiu dizendo que precisava fazer algo. Ele havia demorado, então resolvi subir pra chama-lo, foi quando me deparei com o fogo, e desci assustada para avisar o patrão, mas todos já haviam percebido a tragedia.
- Alfred? Onde está ele? Quero fazer umas perguntas! Exigia Seu Coutinho.
- Alfred não está meu senhor, ele sumiu desde aquela noite, uma de minhas colegas, afirma ter visto ele fugindo, mas estavamos todos muito tontos com a situação. Respondia a empregada.
Seu Coutinho estava satisfeito com sua primeira conversa, parece que as pistas e evidencias começavam a aparecer.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Capitulo 13 – A noite de Ano Novo

A morte de Eduardo ainda era um mistério. Todos ainda discutiam sobre o assunto e não entendiam ao certo, o que havia ocorrido naquela noite de ano novo.
Após a tragédia, a casa de Felipe foi interditada para investigações, mesmo que o incêndio tenha destruído a maior parte do quarto; afinal, não falavam sobre uma morte qualquer, de uma pessoa qualquer. Falavam da morte um importante empresário, uma morte misteriosa, pois não sabiam ao certo o que havia provocado o incêndio, ou quem. Sim, há quem comentasse que aquilo não foi um acidente, mas sim, algo planejado.
Porém, para muitas das pessoas presentes na festa, investigação era um coisa totalmente desnecessária e a idéia de que alguém havia planejado tudo, era um absurdo.
“Quanta bobagem!” dizia Erick à Carolina, enquanto almoçavam em um restaurante. “Ele não morreu no incêndio? Não há o que investigar, você acha mesmo que alguém armaria tudo isso?”
“Ah, não sei. Vamos concordar que o Eduardo não era um santo. Você não tinha brigado com ele?
“Tinha. Na verdade, não tinha como não brigar, ele era muito intrometido. Você acha que fui errado?” perguntou Erick em tom de desafio.
“Não, claro que não! Eu também ficaria furiosa se ele fizesse algo desse tipo comigo. Nem sei o que faria no seu lugar.”
Carolina olhou para a rua, o dia estava claro, bonito. As pessoas passeavam calmamente pela rua, não aparentavam ter problemas. Sentia-se cansada, parecia que quanto mais ela tentava resolver um problema, outros apareciam.
“Tem falado com a Isabel? Você sabe como ela está?”- perguntou Erick, como se aquilo não fizesse muita diferença para ele.
“Bom, ela diz estar muito abalada com tudo, mas o Felipe a está ajudando muito, se você me entende!”
“A Isabel é uma mulher bonita e agora que está sem marido, pretendentes não vão faltar. Ela ficará com todo dinheiro, não?”
“Provavelmente. O Ricardo está bem preocupado com isso, ele não imaginava que se algo acontecesse ao Eduardo, tudo ficaria com ela. Ele quer sua parte da empresa.”
“Sabe, talvez essa história de que alguém tenha armado tudo aquilo não seja totalmente mentira. Muita gente lucraria mais sem o Eduardo do que com ele.”
“E muitos segredos não correriam o risco de serem revelados, não é Erick?” – perguntou Carolina como se o acusasse de algo.
“Concordo Carolina, da mesma forma como seria uma ótima vingança.” – encerrou Erick.
Os dois ficaram muito quietos. Talvez estivessem se arrependido de tal comportamento, de tais acusações. Ou então, estariam se perguntando do que são capazes e se realmente conhecem um ao outro.