sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Capítulo 13 - " É a vida "
Antes de Osvaldo sair para curtir a sua noite, passou na sala de Ivanovich para ver se estava tudo bem, se não tinha nenhum assunto pendente e para avisá-lo que ia se ausentar antes do fim do expediente (o expediente já estava para acabar).
Quando entrou na sala de seu assistente, após esperar alguns minutos à porta após bater até que fosse atendido, percebe que houve uma movimentação e uma reação meio que estranha, mas não estava pensando em nada neste momento e nem desconfiou do que estava acontecendo. Saiu da sala e foi em direção a saída da empresa.
O que Osvaldo não sabia, era que, enquanto ele conversava com o seu assistente, sua mulher estava ali, na mesma sala, escondida em baixo de uma mesa de computador.
- Ufa, essa foi por pouco!
Disse Fernanda, já subindo em cima da mesa de ivanovich e o puxando pela gravata.
Os dois ficaram se olhando por alguns segundos, e mesmo que houvesse suspeitas de que ivanovich fosso homossexual , Fernanda não desistia, tinha essa atração, e o beijou der repente .
No começo do beijo ele até tentou resistir, mas com uma mulher tão bela quanto Fernanda foi difícil, e cedeu.
O beijo foi ficando mais forte, e eles começaram a se envolver, e Ivanovich ainda confuso se valia a pena se envolver com a mulher do próprio chefe, mas deixou o momento acontecer...
E tudo parecia tão natural, simplesmente foi acontecendo, e foi assim durante a noite toda. E com certeza , pelas duas partes, queriam que aquela noite não acabasse nunca...
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Capítulo 12 " A Noite do Ano-Novo "
Era um local amplo, mas parecia um campo florido, com epitáfios espalhados em meio às flores amareladas e muito bem cuidadas por sinal, toda a beleza escondia o fim da vida terrena e o inicio da vida espiritual, da evolução do ser humano e da separação da carne.
Para Isabel, lidar com a morte do marido não era tarefa fácil, sua fisionomia aparentava isso. O contexto era excessivamente delicado, estavam às 15h do novo ano astral e já tinham que se conformar com as perdas.
O incêndio na casa de Felipe durante a festa e confraternização de ano novo deixou o cadáver carbonizado, seria inviável que o caixão permanecesse ali, mesmo que fechado, Isabel optou por não ocorrer velório algum. O enterro tinha que acontecer e essa tinha pressa. Pressa demais para uma recém viúva.
O carro vermelho estacionou numa vaga de deficiente. Brecou bruscamente. A dona ao volante aparentava estar nervosa, era Carolina. Seu vestido preto de simples corte não escondia sua beleza. O contraste entre a cor do vestido e o buquê de rosas vermelhas que trazia nos braços chamou a atenção de todos. Não demonstrava sofrimento algum. O que estaria pensando a moça por trás daqueles óculos escuros?
Na hora do sepultamento, Felipe e Isabel se abraçaram, entrelaçando os dedos quando deram as mãos. Alívio ou sofrimento? A cena chamou a atenção de Ricardo, porém esse se calou durante o acontecimento. Mas sabia que no fundo algo estava errado e pensava, martelava na mente a todo o momento:
- Nunca imaginei que Isabel fosse chegar a esse ponto, isto é um desrespeito a Eduardo... Que absurdo!
Ricardo e Carolina conversam e a moça olhava para todos os lados com medo de que sejam vistos. Discutem rapidamente e Ricardo dirige-se ao banheiro.
O sepultamento se acabara muito tempo depois e restaram apenas três. Caía à noite e Felipe e Isabel conversavam tranquilamente em um banco em meio às árvores. Carolina os observava de dentro de seu veículo. Seu olhar era de desconfiança. Passado um tempo se irritou, ligou o automóvel e partiu. Estava transtornada.
12 Capítulo : "É a vida!"
Para onde vamos? disse Cinthia.
Para onde você quiser, pode escolher o lugar, respondeu Osvaldo.
Cinthia ficou feliz com a resposta, pois finalmente poderia ir para um lugar decente, pois já tinha percebido que Osvaldo era um homem rico, devido ao porte de seu carro.
Ela escolheu um motel muito luxuoso, e eles foram para lá.
Tiveram uma noitada e tanto, que deixou Osvaldo quase sem fôlego. Ele levantou da cama e pegou seu relógio e se deu conta que já era bastante tarde ou muito cedo, pois já era 5h45 da manhã, ele ficou um pouco nervoso com a hora, se despediu rapidamente de Cintia, que perguntou se ela o viria mais uma vez, e ele apressadamente respondeu que não sabia, mas ele podia qualquer dia procurá-la para mais uma festinha.
Osvaldo deixou uma bela quantia em dinheiro para moça, e saiu do motel direto para sua casa, no caminho ficou pensando em desculpas para dar para sua esposa pela noite que passou fora de casa.
Chegando a sua bela casa, foi logo procurar Fernanda, mas não a encontrou, estranhou e foi perguntar para a empregada se a tinha visto, e ela respondeu que Fernanda não tinha dormido em casa também.
Osvaldo ficou muito desconfiado dessa situação, e resolveu ligar no celular de sua mulher, que estava desligado, ele então ficou irritado e entrou no banheiro para tomar seu banho, pois logo teria que ir para Zenith.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
11º capitulo - "É a vida!"
Eis que Osvaldo refletia. Já tinha uma idade avançada, era rico e bem sucedido. Nunca se casara até conhecer Fernanda, e isto fora dois anos atrás. Nunca realizaria seu sonho: se apaixonar por alguém e envelhecer com este grande amor. Já sabia que não conseguiria, pois, afinal, já havia envelhecido. Mesmo que o que sentisse por Fernanda fosse amor, ainda a atração carnal seria mais forte, ao menos por sua parte. No começo cria que Fernanda o amava, mas agora começava a notar que talvez não fosse bem assim, ela amasse apenas a seu dinheiro. Que diferencia faria? Ele já ia morrer. Deveria aproveitar seu tempo com ela.
Porém antes de se conformar com esta idéia sua consciência má, uma miniatura dele vestida de vermelho, com chifrinhos e calda pontuda chega em seu ouvido e lhe diz:
- Você é rico, aproveite! Gaste dinheiro, saia com mulheres, pague-as se preciso. Será até melhor pagar. Quanto mais você gastar menos deixará para aquela vadia usurpadora que você chama de mulher.
E não é que aquela sua consciência má, a tentação, estava certa. A parte boa de sua alma não teve nem mesmo chances para uma réplica, pois após ter essa nova concepção de vida (ou fim de vida) já levantava de sua mesa e ia embora em direção á alguma aventura sexual luxuosa que ele poderia comprar com todo o seu dinheiro. Claro que antes de sair avisou Ivanovich que este estaria responsável por toda a Zenith em sua ausência e que não queria ser incomodado.
Osvaldo sabia que assim acataria seu tão leal ajudante naquela empresa, seu braço direito. Porém Osvaldo notou que dessa vez Ivanovich pareceu meio nervoso. Não devia ser nada demais, tinha certeza.
Já eram seis horas da tarde. Foi primeiro a um bar, não um buteco, e sim um bar de verdade. Luxuoso e grande.Procurou por um que ele nunca ia, para não ter problemas de encontrar alguém ou que o procurassem. No caminho desligou seu celular. Tomou algumas cervejas, pediu um vinho, petiscou uma coisa ou outra, pediu uma tábua de frios e logo já estava indo.
Opa! Não tão logo, não tinha olhado em seu relógio ainda. O relógio em seu bolso mostrava exatamente meia noite. Ficara um bom tempo lá pensando consigo mesmo.
Bem, era hora de se divertir agora. Entrara em seu carro e dera umas voltas pelas ruas ali. Em uma esquina qualquer vira uma garota, já devia ter seus vinte e poucos anos. Era linda. Suas roupas não negavam, era uma mulher de vida fácil, ou de maneira mais simples e vulgar: uma puta!
Encostou no meio fio e ela veio em sua direção. A mulher curvou as costas e abaixou para ficar com a cabeça na altura de seu novo cliente. Isso fazia com que Osvaldo visse perfeitamente por dentro do decote da mulher que lhe prestaria serviços aquela noite.
11° Capitulo - A Noite de Ano novo
Ali perto também estava Isabel, mas não o vira entrar. Chorava desconsoladamente. Depois de alguns minutos, por incrível que pareça, já não chorava mais. Afastou-se dos poucos que ainda estavam ali e tirou de sua bolsa um celular, falava baixo e olhava a todo instante para os lados, chegou até a ensaiar um sorriso, mas se conteve. Desligou o celular e ao ver Felipe se aproximando, voltou a chorar desenfreadamente. Porque se comportaria assim? (deve ter pensado o velho). Depois ela saiu, sendo consolada por Felipe.
Alguns segundos depois, Erick saiu correndo da cena do crime, parecia levar consigo uma bolsa. Dobrou a esquina, entrou no seu carro e arrancou rapidamente.
A estranha sensação de mistério pairava no ar juntamente com uma culpa, embutida no olhar de cada um ali presente. O que se assucedera, Coutinho ainda não sabia. Mas era evidente, que algo muito grave acontecera. Sua experiência, e porque não sua intuição, lhe diziam que as coisas não iriam melhorar.
Coutinho dirigiu-se até o telefone e discou um numero rapidamente.
-Alo?!
-É um caso de emergência!
10º capítulo - "A noite de Ano Novo"
Enquanto o dono da festa chamava um empregado para ordenar-lhe que providenciasse os fogos, Eduardo observava introspectivamente ora Carolina, ora Isabel. Confuso, resolveu dar uma volta pela casa. Caminhava sem saber para onde iria, embora já tivesse percebido que ultrapassara os limites da festa. Então, entrou num quarto do terceiro andar, pois tudo o que queria era paz e silêncio. A sala não tinha iluminação alguma. Tateando, encontrou umas velas, ou castiçais. Seja lá o que fossem, pegou o isqueiro do bolso, e sem hesitar, acendeu-os. Sentou-se numa cadeira, e nem reparou nos outros objetos do quarto. Fechou os olhos, e concentrou-se apenas naquilo que assolava sua mente.
Faltava apenas um minuto para meia noite. Estavam todos no jardim da casa, conversando (ligeiramente mais embriagados que há duas horas antes desse momento), e Isabel veio chorosa até Felipe:
“Onde está meu marido? Você por acaso o viu, Felipe?”
Felipe não queria que Isabel perdesse os fogos e mandou que um empregado procurasse por Eduardo. Sem insistir, Isabel concordou em permanecer ali.
Todos faziam a contagem regressiva:
“10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1...”
E era como se uma mistura de alegria e jorros de cores neon explodissem no céu. O barulho era ensurdecedor, mas isso era pouco relevante perto da amplitude emocional daquele show pirotécnico! Todos gritavam, e brindavam, e desejavam um feliz ano novo.
Quando os fogos acabaram, alguém gritou:
“ESTOU VENDO FUMAÇA SAINDO DAQUELA JANELA!”
No minuto seguinte, todos corriam desenfreadamente para todos os locais possíveis. Ninguém sabia direito o que fazer. Alguns, preocupados com o sumiço de Eduardo e com o fato de que o empregado não havia retornado, seguiram para a casa para procurá-los. Havia quem jurasse ter visto alguém embolado em cortinas fugindo, em direção à rua, mas não podiam afirmar se era algum convidado da festa ou simplesmente um penetra.
Os bombeiros chegaram alguns minutos depois, e apagaram o fogo com certa facilidade. A estrutura de boa qualidade da casa de Felipe impediu que o fogo se alastrasse pelas imediações. Nesse momento, estavam todos reunidos no jardim. Isabel gritava: “ALGUÉM VIU O MEU MARIDO!?”
O bombeiro resolveu interrompê-la: “Senhora, não posso afirmar com certeza, mas creio que seu marido está morto. Encontramos um corpo carbonizado, embora não seja possível reconhecer quem é essa pessoa, acreditamos ser o seu esposo, pela coincidência do momento em que ele sumiu. Não podemos afirmar com certeza, mas há indícios de que tenha sido um crime, e não um acidente.”
O que sucedeu essas palavras não passou de um silêncio exorbitante, em meio ao qual, ninguém se atrevia a emitir qualquer som.
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Capítulo 10 - É a vida
Chegando em casa tinha em mente uma única coisa, beber! E foi exatamente que Isaac fez, pegou ama garrafa de whisky(Green Label) e um copo e foi para seu escritório para beber e para continuar o seu projeto, que se baseava em uma versão mais avançada da bomba de Napalm, utilizada pelos americanos na guerra do Vietnã, enquanto pensava em sua amada que estava nos braços de outro. Para Isaac beber e trabalhar em seu projeto era nada mais nada menos que uma fuga da realidade, a fuga da verdade! A verdade que tanto iria atormentá-lo por muito tempo. E Isaac parecia que podia ouvir o que Cintia dizia, ou melhor gritava, "ME ABRE, ME FECHA, ME CHAMA DE GAVETA!!!"